Covid: Por que foto de praia cheia choca mais que de ônibus e trem lotados?

Duas fotos diferentes com dois significados, um é do interior de um vagão de BRT, da zona oeste do Rio de Janeiro e a outra é da praia de Ipanema, último domingo, 30 de agosto.


se é a primeira foto que te causa falta de empatia, a do BRT, podemos declarar a nosso fracasso como civilização, no qual empurrou trabalhadores e ainda falou mal alegando que eles estavam aglomerado.

Já na segunda, a maioria são empregados dos quiosques e os vendedores ambulantes, o resto estava indo por livre e espontânea vontade de lotar o lugar.


Vale levar em consideração que a doença do vírus ainda circula na capital fluminense, que é um dos locais onde a pandemia é mais mortal, já os banhistas estão colocando a vida deles em riscos e das pessoas próximas e as que vão ter contato nos próximos dias.

A primeira imagem, mostra a precisão de quem não tem escolhas. Não é apenas algo que demonstra o desrespeito com o próximo, como também a falência da gente como ser humano. Essa imagem mostra um vagão de BRT no horário da noite do primeiro dia em que aconteceu a abertura do comércio.


Mesmo usando as máscaras, não tem garantia nenhuma que ali é um local de segurança para não acontecer a contaminação do vírus.


Mas, acontece que na primeira imagem, quem anda de ônibus e tram são os mais pobres. E muitos deles foram obrigados a sair de casa, mesmo ciente que corre o risco de ser infectados e podendo até morrer.

Em um ambiente de lata de sardinha como esse, o uso de máscaras pelos que lá estão é quase um

Mas mesmo sabendo que essas pessoas não tiveram escolhas, aconteceu muitas críticas aos trabalhadores. Como se eles quisessem arriscar a própria vida. Entretanto, as pessoas que estão indo a bares ou praias estão escolhendo essa opção, que é bem pior. Mas parece que a segunda foto, no qual as pessoas sabem os que tão fazendo incomoda mais mas isso é porque consideramos isso algo banal ou até mesmo sinal de fraqueza por causa da pandemia.