Matheus Pires, o motoboy que sofreu racismo em condomínio de luxo, tem um novo emprego.

Ao saber que Matheus desejava trabalhar com edição de vídeos e marketing digital, uma empresa entrou em contato com ele.

Nessas últimas semanas, um caso de racismo aqui no Brasil teve uma repercussão muito grande e deixou muitos internautas indignados e enojados. Matheus Pires, que trabalha como motoboy dos aplicativos de delivery, foi vítima de racismo, uma coisa que em pleno século 21 ainda existe. Ao ir fazer uma entrega num condomínio de luxo, o morador que fez o pedido pelo aplicativo começou a ofender o motoboy, disse a ele muitas coisas maldosas que ninguém merece ouvir.

O jovem de 19 anos de idade, já pode se considerar ex-motoboy. Após as humilhações que passou, criaram uma rede de solidariedade para ajuda-lo e arrecadaram por volta de 200 mil reais, uma moto e um computador. 

Agora, contando a real novidade, Matheus agora tem um novo emprego. Nesta sexta-feira, dia 14 de agosto, ele deu uma entrevista para o portal de notícias do UOL, e disse que, bem antes dele começar a trabalhar de motoboy, havia sido demitido de um cargo de jovem aprendiz.

Além desses trabalhos, ele também havia trabalhado em mercados, empacotando as coisas e também entregando panfletos na rua. Após a repercussão do caso, Matheus ficou bastante conhecido e surgiu muitas oportunidades boas de serviços.

Em seu Instagram, o ex-motoboy estava seguindo um perfil de uma agência de publicidade, que ao descobrir que o jovem desejava trabalho com edições de vídeo e marketing digital.

O dono dessa empresa começou a conversar através de mensagens com o Matheus e descobriu seu interesse de trabalhar com esse tipo de coisa. Após uma longa troca de mensagens, o jovem acabou recebendo uma proposta de emprego na área que ele tanto desejava. Matheus não pensou duas vezes em aceitar, e agora já tem um novo serviço.

A humilhação que Matheus passou por sua cor de pele é algo que ninguém mais deveria passar, em pleno século 21 as pessoas ainda se acham superiores por causa de sua cor da pele.

via: economia.ig.com.br